Cuidados com os animais domésticos em apartamentos

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Votação: Protesto de inadimplentes

Se a lei for aprovada em SP, seu condomínio irá protestar em cartório os inadimplentes?




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Eles são os amigos que toda criança quer ter. Mas podem se transformar em potenciais inimigos caso alguns cuidados sejam negligenciados. Ou, ainda, em vítimas dos próprios donos. O diagnóstico é do médico veterinário Alberto David Cohen, da Vigilância Sanitária do Município do Rio de Janeiro. Para ele, os síndicos devem cobrar dos donos de cães e gatos não só a carteira de vacinação dos animais em dia como também atestado de saúde.

Pós-graduado em Dermatologia Veterinária pela Universidade de Viena, na Áustria, Cohen observa que as zoonoses, doenças transmitidas ao homem pelos animais, vão muito além da popular raiva. Por trás de uma simples coceirinha ou irritação na pele pode estar escondida uma dermatofitose, mais conhecida como micose, capaz de provocar lesões circulares, esbranquiçadas ou avermelhadas, em alto relevo ou não, nos braços, no pescoço e na barriga.

"O animal pode pegar a doença num simples passeio pela rua. Os sintomas vão do aumento da coceira a lesões de pele, vermelhidão e queda de pêlos", explica. Se não tratado adequadamente, o animal vai deixando restos de pele com ácaros ou seus ovos no fundo de um elevador, por exemplo, o que pode representar um risco para todo o condomínio. Segundo estudiosos, as dermatofitoses estão entre as zoonoses mais comuns do mundo, sendo consideradas o terceiro distúrbio dermatológico que mais acomete crianças menores de 12 anos e o segundo no caso da população adulta.

Outra doença de pele é a larva migrans, ou bicho geográfico, causada por parasita que habita o intestino de cães e gatos não-vermifugados periodicamente. O animal defeca na areia da praia, na terra ou em praças, depositando ovos do verme que se transformam em larvas. As larvas ficam à espera de um hospedeiro e furam a pele do pé de quem quer que pise no local. Como não conseguem atravessar as camadas subjacentes da pele, embora se mantenham vivas por longo tempo, vão caminhando ao acaso, abrindo túneis microscópicos na pele e provocando incômodo na região. Em muitos casos, a coceira, mais intensa à noite, é capaz de causar até insônia.

Mas o ser humano também pode passar doenças para os animais, como afirma Cohen. Enquanto a sarna canina e a sarna felina dificilmente são transmitidas para o homem que mantém condições mínimas de higiene diária, a sarna humana pode levar um cão ao estresse extremo, fazendo-o parar de se alimentar.

"A escabiose, ou sarna humana, é uma das piores existentes e pode ser fatal para o cachorro, cujo sistema imunológico fica vulnerável e, no longo prazo, acaba propiciando o surgimento de outras doenças", diz. Qual a receita contra a sarna? "É preciso procurar um veterinário para determinar o ácaro que provocou a doença. Só o profissional pode medicar corretamente o animal", responde. Trocando em miúdos: nada de correr para a drogaria mais próxima e pedir uma indicação ao farmacêutico, a automedicação também é contra-indicada no mundo animal.

Preocupado com o tom alarmista, o veterinário aproveita para lembrar que o animal sadio, vacinado, vermifugado, que vai a consultas regularmente, não representa qualquer risco para a saúde humana. "O animal bem-cuidado não transmite absolutamente nada", garante ele, dono da clínica Pet Angel''s, em Ipanema.

Cohen fala com autoridade. Afinal, é pai do pequeno David, de quatro anos, que convive com um gato mestiço e uma cadela poodle desde que nasceu. "Meu filho brinca diariamente com os animais e nunca pegou nenhuma doença", atesta.

Fonte: Revista Condomínio & Etc





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Comentar comment Comentários (1 publicado)

  • Publicado em Conceição Pinheiro, 29/10/2007
    Sou na cidade de Olinda,em Pernambuco,e no edifício onde moro percebo que existem vários animais. Acredito não haver esses conhecimentos por parte de todos os moradores que possuem animais. Amei o texto aqui apresentado de forma clara e educativa que poderei apresentar na próxima reunião de condomínio e assim contribuir para a saúde e o bem estar coletivo. Obrigada ao drº Alberto David Cohen.
 
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