Como sanar as infiltrações
18/08/2005
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Manchas, bolor e umidade em garagens de prédios, subsolos e nas áreas comuns de condomínios são problemas que podem comprometer a estrutura predial e a segurança dos moradores, são mais fáceis de serem corrigidos do que muita gente pensa. A Viapol criou o Programa de Impermeabilização para Condomínios (PIC) que realiza vistorias gratuitas em prédios comerciais e residenciais da Grande São Paulo. O trabalho consiste em detectar se há problemas relacionados à impermeabilização e o que é necessário fazer para saná-los, além de emitir um relatório técnico informando o que deve ser feito e indicando empresas habilitadas, a maioria associadas ao Instituto Brasileiro de Impermeabilização.
Wilson Roberto Vicentini, supervisor do PIC, explica pontos importantes quando o assunto é impermeabilização. O primeiro citado pelo profissional é quando a laje abre uma trinca e precisa de colocar baldes pela casa quando chove. Segundo ele entre o caixilho e a parede podem se formar frestas que permitem a passagem de água de chuva. O supervisor adianta que a umidade se manifesta formando bolor ou estufando a tinta: “A junção entre o caixilho e parede deve ser calafetada com selantes de silicone, adesivos acrílicos ou poliuretano. Em geral, esses produtos oferecem embalagens próprias para a aplicação, com pequenos bicos que direcionam seu fluxo”, informa.
Atenção: se a parede já está descascando, é preciso raspar a tinta e repintar e para se prevenir o problema, recomenda-se repetir a aplicação em intervalos de 2 anos.
Outro caso corriqueiro , lembra Vicentini é quando manchas de bolor aparecem nas paredes e nos rodapés, apesar da pintura ser nova. “Provavelmente o imóvel não recebeu impermeabilização nas fundações e a umidade da terra está subindo pelas paredes. Isso é o que chamamos de umidade ascendente”, explica. A outra possibilidade, segundo o técnico, é existir terra encostada na face externa da parede ou até mesmo água de chuva que pode estar passando pela pintura. Em alguns casos, os dois problemas coexistem na mesma construção.“Se o imóvel estiver mesmo com umidade ascendente, deve-se retirar o reboque de uma faixa sempre 50cm acima da manifestação da mancha. Nesta região deverão ser executados furos (com furadeira) nos tijolos maciços, com espaçamento de 10cm entre si, e deve-se injetar um produto a base de silicatos, chamados bloqueadores hidrostáticos, que se infiltra na porosidade do tijolo formando uma barreira que impede subida da umidade”, detalha o profissional.
Após a execução desse trabalho, os furos devem ser fechados com uma argamassa de cimento e areia e aplicar um impermeabilizante para promover a secagem da área. Mais informações sobre o PIC: 0800-555087.
Fonte: Diário de São Paulo
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Comentários (1 publicado)
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Publicado em Sylvio Nogueira, 08/07/2008Os prédios "antigos" – argamassados e caiados - foram os últimos a "respirar": umedeciam por todos os poros externos e, também por eles, evaporavam de modo uniforme e com velocidade suficiente para evitar exsudações rumo aos recintos internos. Como exigiam repinturas freqüentes, este "incômodo" vem servindo, há décadas, como "gancho" para justificar os "mantos asfixiantes" impostos às edificações urbanas, notadamente com "pastilhas de grés" (comumente sem juntas de trabalho), "granilhas" e películas acrílicas, tanto texturadas ("grafiattos" e afins) como lisas. Tais produtos, por tornarem as fachadas dominantemente estanques, não permitem que águas pluviais, infiltradas por INEVITÁVEIS MICROFISSURAS (frutos da plasticidade estrutural, de arrastos em cotas elevadas e/ou de deformações estruturais lentas, por fissuras em encunhamentos de paredes, retração de emboços, falta de percintas, etc) sofram tempestiva evaporação para o exterior. Ora, como as faces internas das fachadas não barram a evaporação, é natural que estas sejam as maiores vítimas de danos (em emboços, rebocos, capeamentos com “drywall”, pinturas, carpetes, papéis de parede, armários, etc). Inúmeras observações em prédios atingidos por infiltrações pluviais, permitem afirmar que os moradores de imóveis "modernos" estão gastando, com rinites, asmas e bronquites – frutos de umedecimentos internos e de proliferações de fungos -, bem mais do que gastariam com as repinturas praticadas pelos nossos sensatos avozinhos. Alem dos claros equívocos (histórico e técnico), trata-se de péssimo negócio... Já é tempo, portanto, de promover um salubre resgate das nossas fachadas; mesmo porque antigas tintas à base de cimento (ainda) não sumiram do mercado; e novas, como aquelas compostas por acrilatos puros (alem de hidrofugantes = silano/siloxano), poderiam evitar as sempre inglórias tentativas de converter prédios em "maçãs carameladas". O tema permite amplo debate e merece figurar em todos os fóruns de debates, sérios, sobre arquitetura e construção civil. Sylvio Nogueira Arquiteto CREA 347-D/RJ Ex-professor universitário (PUC/PR) Bolsista do DAAD junto à Technische Hochschule Stuttgart / Alemanha Perito/assistente técnico em ações judiciais, na área de patologias prediais Escritório em Curitiba/PR e-mail: snogueira@bbs2.sul.com.br



