Apartamento pega fogo em Vitória
30/07/2007
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Se a lei for aprovada em SP, seu condomínio irá protestar em cartório os inadimplentes?
O morador do apartamento 1402 do Edifício Presidente Kennedy – que não quis se identificar – passou por um grande susto na manhã de ontem: ele acordou às 7h50 de ontem, com um incêndio na cozinha do imóvel.Devido à grande quantidade de fumaça, o morador foi à janela do quarto e gritou por socorro. Populares que estavam na Rua Alberto de Oliveira Santos acionaram o Corpo de Bombeiros. Mas o morador foi socorrido antes da chegada dos bombeiros.
"Subimos até o apartamento. A porta da sala estava aberta, mas ele não conseguia sair do quarto, que estava com a porta fechada. Tivemos que forçá-la, para conseguir tirá-lo de lá. Mas graças a Deus deu tudo certo", disse o corretor de seguros Marcos Francisco, 41 anos, que ajudou no socorro à vítima.
Dificuldades . Os bombeiros enfrentaram dificuldades para conter o incêndio: escadas apertadas, mangueiras sem conectores e registros de incêndio sem manutenção, dificultando a conexão das mangueiras de água.
"A pressão está muito prejudicada. Está vazando muita água no registro. Se fosse um incêndio de maiores proporções, teríamos dificuldades para apagar", disse um dos bombeiros.
Dentro do apartamento, outras situações inadequadas chamaram a atenção dos bombeiros: botijas de gás com "protetores" de plástico ou instaladas dentro de armários.
"O protetor de plástico impede a instalação correta da válvula de segurança com a mangueira especificada. E dentro de um armário, pode haver vazamento de gás e até explosão, caso haja alguma fagulha", explicou outro bombeiro.
"Estou como responsável há apenas dois meses e quero que os bombeiros notifiquem o condomínio sobre o que precisa ser melhorado aqui. Peguei o prédio em condições precárias e estou, aos poucos, tentando fazer tudo o que necessário", disse a síndica do Presidente Kennedy, que preferiu não se identificar.
Bombeiros alertam para riscos em edifícios
Thaís Brêda
O incêndio no apartamento do Edifício Presidente Kennedy mostra o quanto é importante ficar atento às normas básicas de segurança que devem ser cumpridas em imóveis residenciais.
No prédio, havia várias irregularidades, apontadas pelos bombeiros: escadas apertadas, mangueiras sem conectores e registros de incêndio sem manutenção, sem contar as situações inadequadas no próprio apartamento.
Um outro fato que aumenta o risco é que nos edifícios residenciais não há vistoria anual, como acontece nos imóveis comerciais. Então, a fiscalização deve ser feita pelos próprios moradores.
"As vistorias devem ser solicitadas pelo síndico ou por um dos condôminos. Nossa atuação, por lei, se restringe a analisar os projetos das novas construções e vistoriar para o Habite-se", explica o tenente-coronel Samuel Rodrigues, do Corpo de Bombeiros.
O problema é que extintores e outros equipamentos de segurança contra incêndios não costumam ser muito valorizados quando se escolhe um lugar para morar.
Por isso, os bombeiros alertam que cabe aos moradores ficar atentos à situação do seu prédio. Uma medida importante é checar, periodicamente, os extintores e prestar atenção ao seu prazo de validade.
Fique de olho
# Hidrante. Pelas normas dos Bombeiros, deve haver um hidrante de coluna no entorno de 80 metros da construção. Ele servirá para abastecer as viaturas, em caso de incêndio.
# Pára-raio. No caso de novos prédios, uma das exigências é a instalação de um sistema de proteção por descarga atmosférica, o popular pára-raio.
# Corta-fogo. Nos edifícios, também é obrigatório ter escadas para saída de emergência, com portas corta-fogo e corrimão contínuo.
# Extintor. Em cada andar, deve haver pelo menos um extintor de incêndio.
# Validade. Os extintores têm validade de cinco anos, quando intactos. Depois de utilizados, apenas um ano.
# Garagem. Nas garagens cobertas, a cada quatro vagas, deve haver um extintor.
# Tipos de extintores. Há extintores diferentes dependendo da origem do fogo. No caso de líquidos inflamáveis e instalações elétricas, só são indicados os de pó químico e gás carbônico, CO2. Não use um extintor de água nesses casos porque ela conduz corrente elétrica.
# Alarme. Nos projetos mais modernos, há itens como alarme, detector de fumaça e escada pressurizada. Em caso de incêndio, a fumaça aciona o alarme e os detectores que, por sua vez, acionam um sistema que mantém as escadas ventiladas.
# Vistoria. Nos prédios residenciais, as vistorias devem ser solicitadas pelo síndico ou por um condômino. Para isso, basta enviar um e-mail para caticontato@yahoo.com.br
Em um ano, condomínios do Rio subiram de 5% a 10%
Plantão | Publicada em 28/07/2007 às 08h30m
Gustavo Fernandes - Extra
RIO - Arcar com o custo dos condomínios nos prédios do Rio está mais caro do que pagar o aluguel. Enquanto o IGP-M - índice de inflação que serve de parâmetro para reajustar a maioria das locações imobiliárias - ficou em 4,4%, de maio de 2006 até o mesmo período deste ano, o custo do condomínio subiu entre 5% e 10%. Segundo o vice-presidente de condomínios do Sindicato da Habitação (Secovi Rio), Leonardo Schneider, no Rio, até pouco tempo atrás, os proprietários não conseguiam reajustar os aluguéis, já que havia muita demanda de imóveis. Em compensação, o valor dos condomínios subiu por causa de reajuste de serviços públicos, mão-de-obra e alguns fornecedores, como contratos de manutenção de elevadores.
- Há casos de reajustes de aluguéis abaixo da inflação para o proprietário não perder o inquilino - disse.
Embora o condomínio esteja em alta, o preço da locação também não fica atrás. Os valores médios dos aluguéis de um imóvel com sala e dois quartos variam de R$ 454 (Cascadura/Piedade) a R$ 2.724 (Ipanema), segundo pesquisa do Secovi Rio referente a junho. Em relação ao mês anterior, houve correções de até 24% nos aluguéis.
Fonte: A Gazeta



