Piscinas de condomínios não tinham segurança

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image Surpresa e preocupação. Estas foram as reações da equipe de oficiais do Grupamento Marítimo da Barra (2º G-Mar) após constatar graves irregularidades em 22 piscinas de condomínios particulares da Barra da Tijuca. Ausência de guardiões e falta de licença para utilização junto ao Corpo de Bombeiros foram algumas das infrações descobertas na manhã de quinta-feira, durante a Operação de Verão, que teve início no dia 17 de dezembro.

- Estou surpreso e assustado com os números - disse o comandante do 2º G-Mar, coronel Ricardo Nunes. - São condomínios de alto luxo, localizados na beira da praia, agindo com total falta de conscientização e colocando em risco a vida dos banhistas, grande parte deles crianças em férias.

Críticas aos síndicos

O risco é grande. Das 22 piscinas vistoriadas pelos bombeiros, 18 foram notificadas por falta de registro na corporação, inexistência de gradil e de equipamentos de primeiros socorros. Segundo o coronel Ricardo Nunes, o condomínio com maior número de moradores onde foram encontradas irregularidades foi o Ocean Front, na Avenida Sernambetiba, próximo ao Posto 3, que foi notificado. Outras quatro piscinas foram interditadas imediatamente, na presença dos usuários. Elas não tinham guardião de plantão no local.

- São várias as desculpas dadas pelos síndicos dos prédios - revelou comandante do 2º G-Mar. - Entre elas, a de que haviam acabado de demitir o guardião ou que só fazem a contratação do profissional para atuar nos fins de semana, quando aumenta o número de banhistas.

O coronel dos bombeiros critica a postura de síndicos, que estariam priorizando a economia de gastos em detrimento da segurança.

- Eles não entendem que é uma economia irracional, pois, caso aconteça um acidente grave, serão responsabilizados e o custo de um processo será bem maior.

Após a vistoria, os bombeiros colocam um lacre nas piscinas interditadas. O responsável, síndico ou administrador é obrigado a assinar um termo de responsabilidade. Uma guia é enviada para a Polícia Militar e outra para a Polícia Civil. Se a interdição for desrespeitada e a piscina, utilizada, o responsável poderá ser preso por desobediência. Os condomínios notificados têm um prazo de cinco dias para realizar as adapatações exigidas.

- Os notificados estão procurando o quartel para regularizar a situação - comentou Ricardo Nunes.

A operação nos condomínios aconteceu em duas fases. Uma no dia 17 deste mês e outra na manhã de quinta-feira, quando uma equipe com três oficiais percorreu os condomínios localizados entre o Posto 4 e a Avenida Armando Lombardi.

- O que causa mais surpresa é que, em um trecho pequeno da Barra, do Quebra-Mar ao Posto 4, nos deparamos com um número expressivo de irregularidades - contou o comandante.

A surpresa pode ser ainda maior quando, a partir da próxima semana, a equipe do 2º G-Mar começar a percorrer os grandes condomínios no sentido Recreio.

- Acho que encontraremos sérios problemas - prevê Nunes.

Fonte: JB Online




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Comentar comment Comentários (1 publicado)

  • Publicado em oscar morais, 07/01/2008
    É de extrema relevância e de imperial importância que este assunto sobre segurança de piscina seja divulgado para sociedade como um todo, usando-se meios de comunicação de massa para que todos passem a ter noçao do risco de um acidente.Os moradores de condomínio devem ser informados de forma permanente. Muito obrigado e que deus abençoe a todos.