Gás para comércio e condomínios sobe 15%
09/01/2008
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Votação: Protesto de inadimplentes
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Botijões de 20 e 45 quilos e produto a granel sofreram reajuste no primeiro dia do ano. Setor de alimentação de Maringá encara aumento como ‘presente de grego’ O gás liquefeito de petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha, está mais caro para a indústria, para o comércio e também para os condomínios residenciais.
Anunciado pela Petrobras no final de dezembro, o reajuste de 15% entrou em vigor no primeiro dia do ano, em todo o território nacional, e é válido para o GLP industrial - comercializado principalmente em botijões de 20 e 45 quilos ou a granel.
Em Maringá, o cilindro de 45 quilos, que custava em torno de R$ 125, está sendo comercializado a R$ 145, em média. Embora o preço não seja tabelado, a tendência é que as revendedoras de gás estendam o aumento aos consumidores de forma integral.
“Pela realidade do setor, dificilmente algum revendedor vai deixar de fazer o repasse integral ao consumidor”, avalia o proprietário da Amazonas Gás, Humberto Nabera, que não acredita em eventual diminuição do consumo de gás em função do aumento.
“Não tem como um empresário substituir o gás por outra fonte de energia de imediato”, justifica.
Para os empresários maringaenses, a notícia do reajuste do GLP, logo no início de ano, foi recebida como um legítimo “presente de grego” - um problema a mais para o setor de alimentação, em especial, bares e restaurantes, que já vinham lidando com altas nos preços do feijão, da carne e dos derivados de leite, entre outros produtos.
De acordo com o Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes, grande parte dos estabelecimentos não terá outra alternativa senão repassar, ao menos parcialmente, o reajuste a seus clientes.
“Vai ser difícil trabalhar o ano de 2008 com todos esses reajustes. O aumento do gás vai ter de ser repassado (aos clientes), não tem outro jeito. O gás e produtos como a carne, por exemplo, são o básico de qualquer restaurante, por isso não tem como absorver esse aumento. Ganhamos com o fim da CPMF, mas perdemos com o gás”, diz o presidente do sindicato e proprietário do restaurante Comida do Engenho, Mário Roberto Andregheti.
Ele explica ainda que, com o gás mais caro, um restaurante que atende cerca de 250 pessoas por dia - e gasta 100 quilos de gás por semana - terá uma despesa adicional mensal de R$ 180 com o GLP.
Residencial
Com os aumentos constantes do preço do petróleo no mercado internacional (o barril chegou à marca histórica dos US$ 100 na semana passada), crescem também as especulações quanto à elevação do preço do GLP residencial, que está sem reajuste desde o início do mandato do presidente Lula, em 2003.
O botijão é comercializado atualmente em Maringá por R$ 30, em média. A tendência de aumento no preço é confirmada pelo presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Paraná (Sinregas-PR), José Luiz Rocha.
Ele acredita que o reajuste do GLP industrial pode influenciar o aumento do preço do botijão de 13 quilos, em curto prazo.
O “gás de cozinha” é um combustível formado a partir da mistura dos gases pronano e butano, ambos extraídos do petróleo. Nos botijões, devido à alta pressão, encontra-se em estado líquido.
O GLP é considerado um combustível limpo, ou seja, pouco agressivo ao meio ambiente. Não é tóxico, mas torna-se perigoso quando inalado em grande quantidade por produzir um efeito anestésico.
Quando envasado em cilindros de 20, 45 e até de 90 quilos (ou vendido a granel), o GLP é classificado como industrial, embora seja idêntico ao GLP residencial.
Fonte: Diario de Maringá



