Opções de individualização dos hidrômetros em Brasília
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Votação: Protesto de inadimplentes
A última resolução da ADASA, detalhada na edição anterior, não contém o que alguns síndicos aguardavam: prorrogação do prazo para individualização dos hidrômetros. Ainda, a resolução discorre sobre penalizações aos condomínios que não realizarem a individualização até a data estipulada: janeiro/2010.
Após a nova resolução da ADASA, ficou aberto o caminho para utilização também da telemetria, de forma que 4 opções de individualização, divididas em 2 grandes grupos, estão à disposição dos condomínios. Os 2 grandes grupos são “individualização convencional” e “individualização por telemetria”.
A individualização convencional utiliza basicamente canos e hidrômetros para a implantação da leitura individualizada. A base do projeto é colocar o hidrômetro fora da unidade, evitando que o leiturista da concessionária (CAESB) tenha que entrar no apartamento para efetuar a leitura do consumo.
Para que esse objetivo seja atingido, é necessário passar canos da entrada de água (dentro do apartamento) até a parte externa do mesmo (onde ficará o hidrômetro) e depois voltar o cano até a entrada de água (dentro do apartamento) para que a água seja utilizada.
Dessa forma, por meio do uso de tubulações, o hidrômetro pode ser colocado em qualquer lugar. O problema enfrentado nessa solução é o local para instalação da tubulação, sendo normalmente necessário o uso de sancas de gesso para esconder os canos que levam a água da caixa até o hidrômetro e trazem a água do hidrômetro até o apartamento (nas partes que forem necessárias).
Esse problema é ainda agravado nos apartamentos com mais de 1 entrada de água, pois a tubulação deverá concentrar todas as entradas em uma única para que apenas um hidrômetro marque todo o consumo da unidade. Neste caso, é importante recalcular as dimensões da nova tubulação para que a mesma suporte a quantidade de água que antes passava em 2 (ou mais) tubulações.
A maior desvantagem apontada por profissionais no uso dessa solução é a instalação de tubulações novas no prédio, pois normalmente não há espaço disponível para tal, uma vez que o prédio não foi planejado para isso. Por isso, a tubulação passará por locais visíveis que precisam ser escondidos de alguma forma, onde normalmente a sanca de gesso é utilizada para que o cano não fique aparente. Trata-se também da solução que mais obra demanda, o que significa mais tempo para concluir o trabalho, sem considerar que mais tubulação significa mais pontos de possíveis vazamentos no futuro.
A grande vantagem, de acordo com o Sr. Marcos da Montreal Engenharia (61-3233-6160), é que a CAESB realiza todo o controle do consumo individualizado para quem utiliza o sistema convencional. Além disso, de acordo com o Sr. Orivan da OH Reformas (61-3354-4483), por não usar qualquer aparelho eletrônico, esse sistema também não está propenso à queima de componentes em épocas de relâmpagos que anualmente atingem a capital federal.
O segundo grande grupo é formado pela telemetria, que utiliza a leitura eletrônica à distância como base para seu funcionamento. Com a telemetria, uma tubulação muito pequena é instalada na(s) própria(s) entrada(s) de água do apartamento, apenas para desviar a água para o hidrômetro e retornar, ou seja, um desvio apenas para permitir a instalação do hidrômetro no próprio local de entrada de água, dentro da unidade.
Em todas as 3 opções, se o apartamento possuir mais de 1 entrada de água bastará instalar um hidrômetro em cada entrada, sem a necessidade de interligação por tubulação das várias entradas. O módulo central somará o consumo de cada hidrômetro da unidade e dará a informação sobre o consumo total para o leiturista. Apesar da facilidade para resolver este problema, o maior número de hidrômetros impactará diretamente no custo final da obra.
A diferença básica entre as 3 opções disponíveis na telemetria é a forma como o hidrômetro, instalado dentro da unidade, enviará o consumo para o módulo central, a partir do qual será possível realizar a leitura.
Em todas as três opções que discutiremos a seguir, a grande desvantagem da telemetria é que a CAESB não assume o controle da conta individualizada para este sistema (pelo menos por enquanto). A maior vantagem é a menor necessidade de obra e possibilidade de leitura remota, onde o condômino poderá acompanhar diariamente seu consumo, alterando seu padrão de uso da água e evitando um susto ao receber a conta.
Na primeira opção da telemetria, de acordo com o Sr. Cléo, da SEAT Aqüímetro (61-3361-8344), o envio do consumo é realizado por meio de cabos, menos “agressivos” e mais flexíveis que a tubulação de água, facilitando sua passagem até o módulo central. Para isso, o trabalho anterior de passagem de tubulação é substituído pelo trabalho de passagem de cabos até o módulo central.
Entretanto, a passagem dos cabos, apesar de bem mais simples que a passagem de tubulações, demandará também um pouco de obra, inferior ao da individualização convencional, mas também propensa a problemas inesperados. Há que se considerar que no futuro, quando os cabos sofrerem desgastes, será necessária manutenção para que a leitura possa ser realizada.
Na segunda opção da telemetria, o envio do consumo é realizado por meio da fiação elétrica. Neste caso será necessário apenas passar cabos do hidrômetro até o ponto de eletricidade mais próximo disponível no apartamento. Como a distância é menor e não é necessário passar cabos na parte externa do apartamento, o trabalho de obra é mínimo e não deverá causar muitos problemas.
Mas como não há mágica no processo, os cabos, que na primeira opção da telemetria ligavam o hidrômetro até o módulo central, são substituídos por um aparelho, conhecido como MODEM (Modulador-Demodulador), que conecta o hidrômetro à rede elétrica. O consumo é então enviado por meio da fiação elétrica e chega até outro MODEM (receptor) conectado também à rede elétrica. Este segundo MODEM, por sua vez, leva a informação do consumo ao módulo central, que permitirá a leitura do consumo em qualquer lugar desejado.
Todo esse processo é propenso a ruídos comuns à rede elétrica, principalmente quando se liga e desliga motores (presentes em itens simples como um liquidificador, secador de cabelos e outros), mas normalmente o sistema controle o envio e a recepção do sinal, solicitando automaticamente o reenvio da informação.
Na terceira opção da telemetria não há módulo central: o transmissor fica no próprio hidrômetro.
De acordo com a Sra. Tânia Labres, da SETAN-ContaJusta (61-3361-1961), essa opção demanda o mínimo de obra, pois tudo fica localizado junto ao hidrômetro que é instalado na entrada de água do apartamento. E o maior custo do equipamento eletrônico é parcialmente compensado pelo menor tempo gasto para instalação e menos materiais de obra utilizados, tornando esse tipo de solução apenas um pouco mais caro que a convencional. Ponto importante é a menor sujeira gerada devido à obra mínima.
Nesta solução também ocorrem ruídos que prejudicam a leitura, normalmente relacionados ao clima e outras transmissões sem fio, como celulares, televisão, rádios e rádio-amadores. Mas trata-se de uma tecnologia que também possui controle do que foi recebido e pode solicitar o reenvio da informação.
Com o uso de qualquer opção da telemetria, é possível conectar a um computador e até mesmo à Internet, permitindo que o condômino avalie seu consumo a cada dia, ou período desejado, e estime o consumo para o restante do mês, o que possibilita atitudes para diminuir seu consumo diário no restante do mês, como diminuir o tempo no chuveiro, antes mesmo de receber a sua conta. Tudo isso de dentro do computador de seu próprio apartamento ou de qualquer computador conectado à Internet (quando essa opção for disponibilizada).
A opção da telemetria em Brasília atualmente tem uma desvantagem: a Caesb não fará o controle individualizado do consumo. Caberá ao síndico fazer tal controle, promovendo o rateio da conta de água entre os condôminos de acordo com o apontado pelos hidrômetros individuais. Nesta opção, os demais moradores continuam pagando a água do inadimplente e o síndico precisa, normalmente, se indispor com o inadimplente, seja por tentativa de negociação (ninguém gosta de ser cobrado), seja por usar o poder de cortar a água do inadimplente.
Entretanto, acreditamos que no futuro a CAESB poderá assumir o controle do consumo individualizado em soluções por telemetria, como já ocorre com a SANEAGO no estado de Goiás, pois ela mesma já obriga o uso de hidrômetros pré-equipados para telemetria para aprovação de projetos.
Outra solução para esse problema é a contratação de uma empresa de gestão de água, que fará o pagamento do consumo de água à CAESB e procederá à cobrança de cada condômino, ficando à empresa o trabalho de cobrar dos inadimplentes, realizar o corte de água e emitir o boleto de cobrança. Nesse caso a taxa condominial não mais terá o valor da água consumida, o que significa que a taxa condominial diminuirá de valor para o condômino e que o síndico não precisará mais se indispor com os condôminos pelo consumo de água ou o não pagamento da conta de água.
Nessa segunda opção caberá à empresa obter o pagamento dos inadimplentes, não podendo a empresa deixar que a CAESB corte a água de todos devido aos inadimplentes. Também caberá à empresa realizar o rateio do consumo de água da parte comum entre as unidades.
O prazo para realização da individualização está diminuindo, pois termina em janeiro/2010 e já estamos partindo para o fim do primeiro semestre de 2008. Alguns empresários já confirmam o aumento de aproximadamente 20% no valor da individualização por vários motivos, mas principalmente pelo aumento do custo da mão-de-obra e dos produtos utilizados devido ao crescimento das construções no Brasil após a maior disponibilização de crédito.
Entretanto, é razoável prever um aumento ainda maior, tendo em vista que números da própria CAESB apontam que apenas 10% dos condomínios já realizaram a individualização. Assim, haverá aumento de demanda à medida que chegarmos próximo a janeiro/2010. Como na economia atual brasileira, onde o aumento da demanda preocupa a equipe econômica para um aumento de preços por falta de produtos, o aumento da demanda pela individualização poderá gerar aumento de preços por falta de empresas para executar o serviço.
Fique atento: o prazo para concluir a individualização é 17 de janeiro de 2010.
Fonte: Folha do Síndico
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Comentários (2 publicado)
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Publicado em Gilmar, 11/05/2008Empresas interessadas, favor contactar: Somos 63 blocos com 945 apartamentos, região do barreiro, em belo horizonte.
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Publicado em Artur S Maciel, 05/05/2008Gostaria ser contatado por empresas para individualização de água em meu condomínio com 6 andares e 18 aptos e outro com 6 andares e 12 aptos. Farei brevemente AGE para aprovação orçamentos que surgirem. Artur - Síndico Profissional - BH/MG.



