Bahia: Taxa de condomínio sobe até 10% com reajuste da água
02/06/2008
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Se a lei for aprovada em SP, seu condomínio irá protestar em cartório os inadimplentes?
Custos nos prédios ficam mais altos com o aumento de 12% aplicado pela Embasa para consumidores residenciais.Em vigor desde ontem, o reajuste na conta de água deve começar a ser repassado para as taxas condominiais no próximo mês. Segundo administradores de edifícios da capital baiana, o serviço básico chega a representar 50% dos custos de um prédio, e o valor dos condomínios deve sofrer elevação de 5% a 10%. A Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa) aplicará um reajuste de 10,61%, em média, sendo que para os consumidores residenciais, o índice será de 12%, o correspondente a um acréscimo de R$1,20 a cada dez mil litros (10m3). Nos últimos três anos, a tarifa do fornecimento de água na Bahia já subiu 24%, praticamente o dobro da inflação acumulada no mesmo período.
O gerente geral de novos negócios da APSA Gestão Condominial e Negócios Imobiliários, Jean Carvalho, explica que os meses de junho e julho são propensos aos aumentos de condomínio, pois entre maio e junho, além da revisão da tarifa da água, acontece também o reajuste dos funcionários de edifício. “A conta de água e a folha de pagamento dos trabalhadores são os itens que mais pesam nas despesas de um prédio. É inevitável o repasse desses custos, em pelo menos 5%, principalmente se a água e o salário chegam a 50% das despesas”, comenta.
A taxa de condomínio do Edifício Ludwig Van Beethoven, situado em Matatu de Brotas, acabou de passar por um reajuste de 20% – saltando de R$200 para R$240 – para suprir os gastos com a implantação do serviço de esgoto e folha de pagamento. Com o aumento da conta de água, o síndico Cassidi Monteiro teme que seja necessário um novo repasse para os moradores. “É um desafio controlar as despesas mês a mês, evitando ao máximo onerar a taxa de condomínio e tendo que conviver ainda com a inadimplência, que chega a 25%”, conta o administrador, acrescentando que a folha de pagamento responde por 40% a 50% dos gastos totais do edifício; a conta de água por 15% e a conta de luz por mais 15%.
Medidas de racionamento para reduzir despesas
Para tentar reduzir as despesas, Monteiro passou a adotar diversas medidas de racionamento e prevenção. Entre elas, a substituição de todas as lâmpadas incandescentes do prédio por modelos eletrônicos, vistorias semestrais para verificação de vazamentos nos apartamentos e desligamento de um dos dois elevadores fora do horário de pico – das 8h30 às 11h, das 14h às 17h e a partir das 21h até as 6h. “Essas ações resultaram numa economia de 30% a 35% nas despesas do prédio. Com isso, apesar de todos os reajustes anuais de salário, energia e água, conseguimos manter a mesma taxa de condomínio durante três anos”, destaca o síndico. Apesar das iniciativas, o Edifício Beethoven, de 60 apartamentos, tem uma conta de água em torno de R$4 mil e déficit acumulado de cerca de R$40 mil.
O síndico do Edifício Pôr do Sol, em Sussuarana, Ivan Cardoso, calcula que o condomínio do prédio de cinco andares, que custa hoje R$60, deve sofrer um repasse semelhante ao índice de reajuste da água, em torno de 10%. “Vivemos no limite para administrar as despesas. É muito difícil que um reajuste com esse peso não chegue ao bolso dos moradores”, avalia.
Já o síndico do Edifício Iguana, situado na Ladeira da Barra, Felipe Pacheco Rios, afirma que a água tem participação de 50% nas contas totais do prédio, que somam cerca de R$1,3 mil. “O impacto para os moradores só não é maior porque não temos elevador nem porteiro”, diz. “É realmente um absurdo esse aumento da água, mas como temos uma reserva de caixa de R$10 mil, vamos tentar manter a taxa do condomínio”, acrescenta Rios.
Fonte: Correio da Bahia



