A burocracia atrapalha o bom convívio no condomínio? – 2ª Parte
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Na minha coluna deste mês, publico a 2ª parte do excelente texto da consultora de condomínios DIANA PHILIPPSEN.
Alê, com o sorrisinho imperceptível no canto da boca levanta a mão e diz:
-Eu posso me apresentar como síndico profissional.
Sr. Giacomo com uma grande interrogação - que não conseguiu disfarçar - sem saber o que dizer, foi questionado pela mesma senhora que deu a idéia.
–E um síndico profissional, que receberá o prolabore, a convenção permite?
–É, veja bem, ela é omissa, e esta situação não contraria as leis vigentes no país, sendo assim é possível sim. Ainda com a palavra Sr. Giacomo pergunta ao Alê.
–E quanto você cobraria para ser síndico profissional?
Sem pestanejar diz:
–Hum mil e quinhentos reais por mês.
O Presidente da mesa pergunta aos presentes se todos estavam de acordo, e foi quando a senhora se manifestou novamente.
–Eu estou de acordo, pois sempre gostei muito do trabalho do Sr. Alexandre, sempre cuidou muito bem do nosso condomínio. Por mim teria concedido a isenção à ele, mas já que não tem outra forma, sou totalmente a favor de sua contratação.
Sr. Giacomo, ainda com a mesma "cara de paisagem", também balançou a cabeça em um sinal positivo, de quem estava concordando com a contratação. O Sr. Presidente encerra os trabalhos, informando que em breve será chamada uma nova assembléia para ratificar a contratação.
Subindo no elevador social, conversando com seu próprio pensamento, Sr. Giacomo questiona:
–Foi ótima a reunião, também gosto muito do Sr. Alexandre como síndico, que bom que ele permaneceu no cargo, e tudo de acordo com a convenção.
Subindo pelo elevador de serviço, com seus pensamentos também, Alê diz:
–Os conflitos seriam menores, e as soluções mais rápidas, se as pessoas se desprendessem um pouco do papel, de forma coerente, com bom-senso, pois as leis que regem uma comunidade devem emanar da vontade da maioria, e este tipo de lei são as que melhor movimentam as engrenagens da máquina chamada “Condomínio”. Nem sempre o que está no papel é o que serve, e não é tão dinâmica a mudança do papel, como é das nossas vidas e nossas necessidades.
Fonte: Jornal do Síndico - Por Marcio Rachkorsky



