Férias de diversão e sem reclamação
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Ah, as férias escolares estão chegando. Em dezembro e janeiro as crianças largam os cadernos e pegam as bolas, as bicicletas e os brinquedos. Os playgrounds, quadras e salões de jogos, bem mais vazios durante outras épocas do ano, ficam lotados. Mesmo não sendo mais crianças, essa época proporciona uma sensação de bem-estar a todos. Este aumento na freqüência de crianças no condomínio exige uma atenção especial dos síndicos e síndicas para que as férias sejam de diversão, sem as temidas e desgastantes reclamações de condôminos insatisfeitos.
Playgrounds O maior índice de acidentes com crianças é exatamente no parquinho. O síndico tem que verificar as condições de conservação dos locais, nas quais as crianças irão brincar. A má conservação dos playgrounds pode causar acidentes desagradáveis. Caso ainda não tenha regularizado o playground, veja algumas das normas da ABNT:
1- Área livre de circulação
Os requisitos mínimos de espaço para o equipamento e a área operacional, junto com uma margem para a livre movimentação das crianças entre os equipamentos, são chamados zona mínima de uso. A menos que o fabricante ofereça recomendações específicas, é aconselhável que um espaço com largura não inferior a 1,80m seja acrescido à área operacional para facilitar a circulação junto às partes móveis do equipamento aberto e mais outro espaço, com largura não inferior a 1,20m, seja acrescentado à área operacional, destinado a facilitar circulação adjacente ao equipamento estacionário ou, então, às partes estacionárias do equipamento móvel.
2- Piso de segurança
Recomenda-se que as superfícies absorventes de impacto sejam utilizadas para equipamentos de playground, nos quais a altura de queda livre seja superior a 600 mm, mesmo quando são providos de grades de proteção ou barreiras. Áreas onde não ocorram quedas de altura, tais como as localizadas debaixo de plataformas, não precisam ser cobertas, nem é necessário cobrir degraus ou pisos de vias de acesso. Para equipamentos estáticos, a área coberta por material superficial absorvente de impacto deve estender-se por, pelo menos, 1,75m a partir da extremidade do equipamento. Para equipamento móvel, recomenda-se que a área a ser coberta por materiais de superfícies absorventes de impacto se estenda por, pelo menos, 1,75m além do deslocamento máximo do equipamento.
3- Inclinação de escorregador
Os escorregadores devem estar inclinados em ângulo superior a 37º. A superfície deslizante do segmento final deve ser entre horizontal e não estar a mais de 420mm acima do nível do chão.
4- Marcação e rotulagem
O equipamento para brincar deve ser marcado, de modo permanente e durável, com os seguintes dados em lugar visível, quando instalado no local:
a) nome e endereço do fabricante;
b) data da fabricação (mês e ano);
c) número e data desta Norma;
d) o rótulo deve declarar o seguinte: “Este equipamento deve ser instalado e conservado de acordo com as recomendações da NBR 14350:1999 – Segurança de brinquedos para playground”;
e) indicação da faixa etária apropriada;
f) recomendação de acompanhamento por um responsável
5- Atoxidade dos materiais
Antes da pintura, o ferro e o aço devem estar completamente limpos, secos e livres de resíduos que prejudiquem a durabilidade da tinta. O tratamento preservativo da madeira deve ser selecionado entre sistemas alternativos, isentos de toxicidade. Os cantos acessíveis devem ter acabamento liso, livre de lascas, rebarbas ou farpas. Para conferir a norma completa, acesse www.abnt.org.br
Salão de jogos
Os condomínios que tem salões vagos deveriam, na medida do possível, providenciar algumas mesas de tênis, sinuca, pebolim e cartas. Assim, nos dias chuvosos, a diversão fica garantida. Com isso, os apartamentos deixariam de ser alvos das bolas perdidas. Montar um salão de jogos não tem a função apenas de entreter a garotada. A valorização do imóvel acontece quando se tem este tipo de atração.
Áreas comuns
Não basta ser um quartinho qualquer. O condomínio deve dispor do mínimo de estrutura para as crianças. No caso do local ser desagradável, sem ventilação ou sujo, será imediatamente descartado por elas e os problemas persistirão. Por isso, é interessante disponibilizar dois locais, um coberto e um ao ar livre, para que possam ser utilizados durante qualquer condição climática. O piso é outro item importante. Partes do chão não podem estar soltando, pois as crianças podem tropeçar. Os móveis de áreas externas e internas não podem estar quebrados ou enferrujados. Verifique o estado das cadeiras, mesas e espreguiçadeiras do condomínio. Nada pode escapar da checagem do síndico. Portanto, a atenção precisa ser redobrada nesse período que antecede as férias. A responsabilidade é sempre do síndico e ele deve garantir um local seguro para as crianças transitarem normalmente. A circulação das pessoas pelo condomínio depende de boas condições de portas, portas de vidro, maçanetas, molas e todos os artigos necessários para abertura e fechamento de acessos. A má conservação dos itens citados acima pode ocasionar algum acidente. Pessoas podem ficar presas ou se machucar. Portanto, o síndico precisa checar todos os equipamentos antes das férias chegarem
Quadras
A atenção, no que se refere às quadras poliesportivas, está na manutenção de buracos. Fissuras no chão podem causar quedas graves e, por conseqüência, contusões, hematomas e mais dor de cabeça para o síndico. Os campos emborrachados ou com grama sintética devem ser inspecionados pelo zelador, confirmando se o piso não está solto. As traves e tabelas têm que estar pintadas e livres de ferrugem. As crianças pequenas não devem entrar nas quadras durante os jogos dos meninos maiores. Os pequenos podem se machucar com alguma bolada mais forte. Algumas quadras são abertas ou não têm todos os lados cercados. Nestes casos, os brinquedos dos menores deverão ser instalados fora do alcance das bolas.
Outras alternativas
Quando o “exército” de crianças é muito grande no condomínio, fica um pouco difícil organizar brincadeiras e atividades. Porém, existem empresas que oferecem monitores de recreação. Eles podem ser contratados pelo período total das férias ou só nos finais de semana. Os monitores organizam passeios, campeonatos, gincanas, atividades manuais, etc. O síndico deve reunir com o contratado, estabelecendo regras e horários. O verão deixa as crianças mais agitadas. Elas saem e brincam ao ar livre com prazer. Mas os outros moradores também querem um pouco de diversão. Para as férias de final de ano, o síndico pode providenciar (comprar ou alugar) um telão ou um televisor grande para exibir filmes durante as férias. No caso do prédio ter espaço sobrando, o síndico pode investir em poltronas confortáveis, almofadas e carpete. No caso de não ter locais vagos, ele pode improvisar essa sala de vídeo no salão de festas ou salão de jogos. Outra opção é contratar um grupo de teatro infantil, que se apresentam em condomínios. As peças podem ser estreladas pelas próprias crianças, as quais mantêm-se ocupadas montando cenário, arranjando figurinos e ensaiando o roteiro. Tem espaço para todas. Desde o mais tímido até o mais extrovertido.
Academia
A chegada do verão incentiva muita gente a praticar esportes. Parte deste pessoal é só “fogo de palha” e desiste logo. Porém, outra grande parcela continua praticando e passa a ter uma vida esportiva saudável. Os síndicos e síndicas podem oferecer esta opção de exercícios dentro do condomínio, providenciando a instalação de uma sala de fitness. O processo para montagem é bem simples. O mais complicado é a aceitação inicial entre os condôminos. Hoje em dia, são oferecidos vários planos e condições de pagamento para a instalação da sala de fitness. Para poder montar a academia, o condomínio precisa ter um espaço com pelo menos 20 metros quadrados, com boa ventilação e iluminação adequada. Uma televisão e um aparelho de som são itens opcionais. A sala básica de fitness é formada por uma esteira, uma bicicleta, uma estação para musculação, um espaldar para alongamento, um conjunto de halteres e um aparelho de abdominal com colchonete. A estação para musculação é um aparelho multi-funções para exercícios diferentes de pulley alto, pulley baixo, supino, rosca (scoth, alternada e com apoio), crucifixos (peitoral e invertido), pullover (reto e quebrado), desenvolvimentos, remadas (unilateral e curvada) e de pernas (flexão e extensão). Todo equipamento requer cuidado. É necessário seguir as regras de utilização, respeitando as normas de segurança e os limites das máquinas. As crianças não devem ter acesso ao espaço, pois podem se machucar ou estragar os aparelhos. Antes de iniciar o treinamento, o condômino deve fazer uma avaliação física com um profissional da área de saúde para identificar seu condicionamento físico, muscular, cardiorespiratório e para analisar percentual de gordura de seu corpo. Começar uma atividade física sem esses testes é muito perigoso, podendo resultar em graves lesões. No edifício que já possui uma sala de fitness, o síndico precisa estar sempre atento às condições dos aparelhos. Qualquer defeito pode prejudicar o usuário. Portanto, no caso de qualquer dano, um técnico deve ser chamado. Quando o aparelho apresentar alto grau de deterioração, o síndico deve providenciar a substituição.
Fonte: SindicoNews



