Medidor individual de água gera economia de até 30%

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Votação: Protesto de inadimplentes

Se a lei for aprovada em SP, seu condomínio irá protestar em cartório os inadimplentes?




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image Obrigatória em cidades como São Paulo e Belo Horizonte, a medição individual de água pode gerar uma economia em até 30% nas despesas no final do mês para cada morador.

Em Salvador, projeto de lei neste sentido está em tramitação na Câmara Municipal e pode ser aprovado a qualquer momento. Independentemente da lei, alguns condomínios já adotam o sistema. Mas, estes, ainda são poucos.

Apesar dos resultados positivos da medição individual, muita gente ainda esbarra na falta de informação e no alto custo de implantação do sistema no padrão exigido pela Embasa, a concessionária para o fornecimento de água no Estado.

"Dentre os nossos clientes, quando a medição é individual, quem administra esta cobrança é o condomínio", informa Jean Carvalho, gerente-geral de expansão da Apsa – empresa que administra 110 condomínios em Salvador.

De acordo com ele, as construções mais novas são entregues aos moradores com a estrutura necessária para a medição individual, em alguns casos até o relógio já está instalado, mas o envio da conta individual, ele diz desconhecer na cidade. "De longe, esta é a forma mais justa de fazer a cobrança, mas não temos qualquer informação sobre a concessionária emitir contas individuais", disse.

A assessora de marketing comercial da Embasa, Lícia de Freitas, explica que todo condomínio tem condições de implantar a medição individual. Ela é instalada em condomínios verticais e horizontais de todos os portes. “A Embasa define o padrão técnico e a obra é custeada pelos condôminos”, esclarece.

Em edifícios com até quatro pavimentos ou condomínios de até 20 casas, são instalados medidores individuais na entrada, onde o técnico faz a leitura de forma tradicional. Quando há mais apartamentos, um aparelho instalado na portaria faz a leitura remota dos medidores, que são colocados em cada porta, os dados são fornecidos aos técnicos de medição na portaria. “A Embasa não tem autorização de entrar em áreas privadas, daí a necessidade do medidor remoto nas portarias”, explica Lícia.

Nos dois casos, o medidor coletivo do condomínio continua funcionando. Dele é feito o controle sobre o consumo de água do condomínio e subtraídos o consumo dos apartamentos para o cálculo sobre o uso de água nas áreas comuns. “Quando o consumo da área comum sobe muito, os moradores passam a fiscalizar mais e fica mas fácil identificar vazamentos”, comenta a assessora da Embasa.

O conflito com a conta coletiva de água era um dos principais problemas do Edf. São José, na Liberdade. Construído há 74 anos, o  prédio abriga um grande salão comercial no térreo, salas comerciais no primeiro andar e 20 apartamentos residenciais no segundo e terceiro andares.

“Como cada um faz um uso diferente da água aqui, as pessoas pagavam quanto queriam. Quem não quisesse ver a água cortada pagava a diferença”, explica a moradora Rita Maria Mendes.

Assim que se mudou para lá, há três anos, Rita assumiu a liderança entre os moradores para instalar a medição individual.  “Fui à Embasa me informar e através da indicação deles, contratamos uma empresa que fez o serviço”, afirma.

Ela conta que o processo foi demorado, muitos condôminos não queriam a conta individual e algumas empresas chamadas para fazer o orçamento, se recusaram a assumir o serviço. “Aqui o problema era tão grande que tinha gente que recusava o trabalho”, explicou  Rita.

Um ano e meio depois da medição individual, o Edifício São José vive em paz e, segundo Maria Mendes, já existem dois condôminos sem água por falta de pagamento. “Hoje isso não é mais problema meu”, diz.



Fonte: A Tarde Online - Por Thaís Rocha



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