Regras que se aplicam a cidades e condomínios
25/09/2008
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Se a lei for aprovada em SP, seu condomínio irá protestar em cartório os inadimplentes?
A série Eleições Municipais vai mostrar a importância do respeito ao espaço público e como leis que se aplicam aos condomínios podem servir de exemplo para a ordem das cidades.Na terceira reportagem da série sobre as eleições municipais, os repórteres Fernando Rocha e Marcelo Benincassa mostram a importância do respeito ao espaço público na cidade e no condomínio.
Era para ser só um espaço para estacionar o carro, mas as garagens de um condomínio no Recife foram se transformando ao longo dos anos. “Você não viu nada, vai por ai que o senhor vai ver”, aponta a moradora Elenice Soares.
Nem é preciso andar tanto. Algumas vagas já não têm mais nada que lembre uma garagem: viraram depósito e até local de trabalho. “É garagem e serralheria. Trabalho com todo tipo de serviço”, conta um funcionário.
“Tem muita coisa que a gente sabe que não está correto. A situação do país não é fácil e a gente está se virando”, afirma o dono de bar Jucimar Ximenes.
É parecido com o que acontece nas grandes cidades. Ruas e calçadas tomadas irregularmente por ambulantes. “Isso não é de hoje, isso é sempre”, denuncia uma mulher.
“A gente tem que aceitar, não pode fazer nada”, lamenta outra.
A lei do silêncio que existe nas cidades também é aplicada nos condomínios, mas... “Tem que ouvir música que está fora de casa, isso é normal aqui”, revela um morador.
Não é normal não. Desrespeitar as leis, na rua ou dentro do condomínio, significa colocar o interesse pessoal acima do coletivo. “Não vi a faixa. Vacilei”, confessa uma motorista.
“Eu sou morador do prédio, eu pago e uso bronzeador na piscina. Eu sou amigo do prefeito, eu paro em lugar proibido. A lógica não é muito diferente em uma situação e na outra”, explica o cientista político Alexandre dos Santos Cunha.
Para deixar bem claro quais são as regras de um prédio, uma síndica fez como um prefeito: colocou placas de sinalização. “Sem essas regras, cada pessoa sai fazendo o que quer”, ela avalia.
“Para a gente conviver de forma harmônica, a gente segue as regras”, diz uma moradora.
E se as cidades têm seus guardas de trânsito e fiscais, o condomínio tem os olheiros. “Não é dedo duro, é pessoa que informa uma irregularidade que está acontecendo no condomínio”, afirma a estilista Inês Ribeiro.
Do lado de fora, valem as regras de trânsito e, do lado de dentro, valem as normas do estatuto interno do condomínio. A velocidade máxima é de dez quilômetros por hora e estacionar fora da garagem só por dez minutos e nenhum minuto a mais. “Acho importante. Tem que seguir as regras, senão vira bagunça”, declara uma mulher.
Não adianta reclamar que tem alguém parado em frente à sua garagem se na rua você estaciona em fila dupla. “Obviamente que todos nós temos que reclamar quando um problema é individual, mas temos que cuidar quando o problema mesmo que não é nosso existe. Ele é coletivo porque está em um espaço que é de todos”, destaca o cientista político Marco Antônio Teixeira.
Clique aqui para ver o vídeo do Jornal Nacional
Fonte: Portal G1
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Comentários (1 publicado)
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Publicado em patricia, 09/10/2008é possivel que um condominio no regolamanto seja proibido alugar um imovel por temporada?Com penalidade de pagar 2x o preço do condominio?



