Segurança: condomínios devem treinar e investigar funcionários antes da contratação
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Recentes assaltos em Porto Alegre, em condomínios residenciais, revelaram uma onda vinda do centro do país onde esse tipo de crime já é comum: a incursão em edifícios classe A, o que pode render dividendos valiosos como dólares, euros, jóias, liras, bolsas de grife, sem contar, é claro, celulares, computadores e outras bossas, todas de primeira linha, óbvio. Mas o que saltou aos olhos quando da prisão dos autores (tecnicamente, são “suspeitos”...) foi a participação em um dos delitos do porteiro de um dos prédios em troca da módica importância de R$ 280,00. O que nos desperta para o fato de que de pouco adianta o equipamento existente no mundo da segurança privada – câmeras, monitores, portas automatizadas, radiocomunicadores, etc – se o pessoal a operá-lo ou empregado nos locais não for de confiança e submetido a um mínimo de treinamento e investigação prévia.
Assim, é necessário cada vez que as entidades ligadas à administração desses condomínios – e não achem que a coisa não acontece aqui porque acontece, sim... – a par de se preocuparem com as coisas básicas como manutenção de elevadores, pessoal, conservação dos prédios, tratamento de piscinas, salão de festas, água, luz, etc, concentrem seus esforços também e, quem sabe, principalmente na questão do treinamento dos funcionários e na orientação dos condôminos com vistas a procedimentos comezinhos ligados à segurança física, patrimonial e pessoal dos moradores e eventuais visitantes.
Logo, atitudes a princípio de somenos importância, como entrada de mensageiros depois de determinada hora, identificação de visitantes, presença do morador na portaria para receber encomendas e documentos, investigação de antecedentes dos funcionários, além, é claro, dos equipamentos mecânico-eletrônicos antes referidos e outros (como dupla porta, sala de espera, locais para passagem de pacotes, etc), devem ser adotadas por todos os partícipes dos condomínios sob pena de, por uma prosaica desatenção, todos virem a pagar um preço elevado.
Como em tudo o que se refere a segurança, cabe aqui o velho adágio dos bombeiros: “o sinistro ocorre onde a prevenção falha”. Logo, de nada vai adiantar instalarmos câmeras se não tivermos quem saiba operar o sistema ou quem o desligue em troca de uns míseros trocados. A pessoa deve ser o foco e não o equipamento que serve para auxiliar o sistema de prevenção e detecção. Mas o homem é insubstituível nesses casos e, para tanto, necessita ser um profissional e não um subempregado, como vemos em não raros casos.
Fonte: Gazeta do Sul



