Coleta seletiva diminui o desperdício e aumenta a solidariedade

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Votação: Protesto de inadimplentes

Se a lei for aprovada em SP, seu condomínio irá protestar em cartório os inadimplentes?




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Separar os materiais que podem ser reciclados é uma tarefa mais simples do que parece. A comerciante Débora Barreto diz que é questão de hábito. “Em casa de tanto eu falar o pessoal já está separando”, conta. Há um ano ela passou a colaborar com o trabalho dos diversos catadores que passam pela sua rua, no Lago Jacareí, em Fortaleza (CE).

“Pelo menos aqui eles não precisam revirar o lixo em busca de papelão, vidro, papéis, latas. Fica tudo separado em sacos plásticos ou caixas de papelão. Diferente dos vizinhos, que acabam reclamando da sujeira na calçada”, conta a comerciante, que sempre lava os recipientes de iogurtes, leite e latas para facilitar o trabalho dos catadores.

Do outro lado da cidade, no Bairro de Fátima, os moradores dos 96 apartamentos do Condomínio Manoela Mendes também implantaram sistema de coleta seletiva. Lá os condôminos apenas separam o lixo orgânico (restos de comida e resíduos não reaproveitáveis, como papel higiênico), do lixo inorgânico (papelão, lata, vidro).

No hall há dois recipientes, um para cada tipo de lixo. Um funcionário leva os resíduos à lixeira onde dois catadores fixos fazem a coleta em alguns dias da semana. Eles levam também os resíduos das lixeiras coloridas que ficam perto do salão de festas e da piscina, onde os moradores e convidados separam os tipos de lixo. Amarelo para latas e metais, verde para vidros, vermelho para copos e garrafas plásticas e azul para papéis.

A administradora do condomínio, Lídia Maria Godinho de Araújo conta que o sistema funciona desde 2002. Primeiro uma equipe de moradores participou de palestras ministradas por técnicos da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), para repassar informações aos vizinhos e funcionários.

Em seguida, foi elaborado um projeto, houve o levantamento de custos para as novas lixeiras, foi definida a estratégia de abordagem dos condôminos com palestras e treinamento de funcionários e, finalmente, iniciado um trabalho de educação continuada, com o envio periódico de circulares com dicas de como separar o lixo. “Estamos contribuindo para o sustento de dois catadores e evitando o desperdício”, diz Lídia Godinho.

Fonte: Diário do Nordeste








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