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Porteiros e vigilantes ajudam polícia no combate ao crime

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A capacitação de vigilantes e porteiros de estabelecimentos particulares e disponibilizar mais policiamento, é um dos meios encontrados pela Secretaria de Defesa Social, em parceria com Sindicato de Habitação de Pernambuco - Secovi para prevenir e coibir a violência nesses locais. Com mais de mil e cem estabelecimentos integrando o Projeto de Olho Na Rua - uma das linhas de ação do Pacto Pela Vida -, a ação tem como premissa facilitar a rapidez da comunicação entre porteiros e vigilantes com a polícia, através da rádio comunicação.
 

Somente no mês de maio, 15 ocorrências foram registradas nas imediações de condomínios. Dentre elas assaltos, consumo de drogas e tentativa de homicídio. Além dessas ocorrências a polícia conseguiu prender em flagrante uma pessoa armada após assalto a morador na porta de um edifício. A diretora do Secovi, Telma Rejane, disse que o trabalho é preventivo, pois os vigilantes informam a polícia não só quando acontece um crime, mas quando a ação criminosa está na eminência de acontecer. “Um fato interessante é a preocupação da polícia de ensinar ao funcionário a identificação do suspeito. Os porteiros são orientados a observar mais os comportamentos das pessoas e não no modo de se vestir ou na cor da pele, por exemplo”, disse ela.

Existem mais de mil e cem estabelecimentos como condomínios, igrejas, escolas e postos de gasolina, entre outros que já contam com apoio do projeto. “É um custo muito baixo para a polícia, pois os rádios são locados pelo próprio estabelecimento a um custo de R$ 65,00 por mês e nós, como voluntários, estamos fazendo um ato de cidadania”, acrescentou a dirigente do Secovi.

A Secretaria de Defesa Social disponibiliza o espaço para o curso de “primeiros socorros" e repassa aos porteiros e vigilantes noções básicas de como manusear o rádio comunicador corretamente e evitar o uso indevido, como ocupar a linha de transmissão sem necessidade. Os cursos têm a duração de três dias, com carga horária de 36 horas. As aulas são ministradas pelas polícias Militar e Civil e Bombeiros. Além disso, o projeto conta com policiamento exclusivo para atender as áreas beneficiadas pelo “De Olho na Rua”.

“Estamos no momento com oito viaturas e sete batalhões voltados para o projeto. Esperamos aumentar para mais seis viaturas e quinze motocicletas brevemente”, informa o coronel Humaitá, um dos responsáveis pela ação governamental. De acordo com o oficial, a proposta do Governo é expandir a iniciativa para outros municípios. “Caruaru será o próximo a participar. Os funcionários de alguns condomínios da cidade já foram capacitados e iremos contribuir com mais viaturas”.

O coronel Humaitá lembra que antes de iniciar essa parceria eram registradas três ocorrências policiais por semana, como arrombamento e invasões de propriedade. Hoje, nas áreas atendidas pelo projeto a média das ocorrências é de duas por ano. As vantagens de facilitar o contato direto com a radiocomunicação da polícia, segundo ele, é o grande diferencial dos porteiros em denunciar fatos consistentes. “As informações são 100% verdadeiras e não existem trotes por parte deles. Já no Centro Integrado de Operações de Defesa Social - Ciods, registramos em torno de 40% de ligações falsa”, completou.

Os porteiros e vigilantes são orientados no curso de formação a denunciar não apenas os acontecimentos que ocorrem dentro do local de trabalho, mas as ocorrências das imediações do estabelecimento em que se encontra o suspeito. “O porteiro deve informar algum ato ilícito ou até mesmo o suspeito que esteja perto do local em que esta trabalhando. Seja na esquina, no prédio vizinho ou na parada de ônibus”, explicou o coronel Sérgio Viana, coordenador do Ciods, que também participa do Projeto de Olho na Rua.

 

 

Fonte: Diário Oficial de Pernambuco 





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