Conjuntura do mercado imobiliário

Conheça a situação e as principais tendências do mercado imobiliário brasileiro 

Se você pretende comprar, vender ou investir no mercado imobiliário, precisa estar por dentro das melhores ofertas de imóveis à venda, além de conhecer a situação do mercado e as tendências para o setor. 

Assim como acontece em outros mercados, o segmento imobiliário sofre variações nos preços Essas mudanças estão atreladas a aspectos econômicos, políticos, inflacionários, entre outros. 

Cenários macroeconômico e macrossetorial

A 12ª edição do Radar Imobiliário da Data Zap trouxe insights interessantes sobre o mercado e os reflexos causados pela questão geopolítica envolvendo Ucrânia e Rússia.

 

A economia de todo o mundo sofre com os efeitos do conflito que já ultrapassa 100 dias. O principal efeito é a pressão sobre o preço dos commodities — mercadorias básicas como soja, milho, café, minério de ferro e combustível — e produtos desenvolvidos nesses dois países.

 

Nesse sentido, o preço do petróleo é o que vem gerando mais impacto econômico em todo o mundo. O aumento constante nos preços e o debate sobre as políticas de precificação da Petrobras estão entre os assuntos que mais movimentam a economia nacional. Mas o que isso tem a ver com o mercado imobiliário?

 

Com relação ao mercado imobiliário, o primeiro indicador que deve ser observado é a taxa Selic. Na última reunião do Copom, realizada em 4 de maio de 2022, a taxa foi reajustada para 12,75% ao ano. 

 

O nível elevado da taxa Selic pressiona a taxa de juros de financiamentos imobiliários o que “segura” a atividade econômica.

 

Somado a isso, o avanço da vacinação e o “retorno à normalidade” no pós-pandemia, faz com que as taxas de desemprego voltem aos patamares de 2020 — pré-pandemia. 

 

Assim, os preços das locações devem continuar crescendo nos próximos meses. Naturalmente, os grandes resultados obtidos em 2021 apontam para uma pequena queda no decorrer de 2022. Apesar disso, em relação às médias da última década, o próximo semestre deve ser positivo para o mercado imobiliário.

 

Apesar disso, o período das eleições, os novos surtos de Covid-19 e o desenrolar do conflito entre Rússia e Ucrânia devem permanecer sob o nosso olhar atento. O elevado nível de inflação e preço do combustível são outros dois pontos de atenção que devemos continuar analisando de perto.

Inflação e Selic no contexto imobiliário

A Taxa Selic é utilizada como um mecanismo da política monetária que visa combater a inflação. Por isso, quando a inflação aumenta, o poder de compra diminui, seria como se o nosso dinheiro “valesse menos”.

 

Neste contexto, com a Selic alta, o aumento dos preços é inibido, pois, fica mais caro comprar e não se estimula o aumento da demanda.  Atualmente, estamos em um movimento de aumento da Selic.

 

Na prática, quando a Selic sobe, todas as demais taxas de juros do mercado tendem a subir. O mesmo acontece quando ela sofre quedas, caindo a Selic, os produtos financeiros também tendem a cair. Isso pode gerar impacto nas taxas de juros dos financiamentos imobiliários, por exemplo.     

IGPM e INCC

Enquanto o Índice Geral de Preços e Mercado (IGPM) é um indicador geral de mercado, o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) é voltado para a variação de preços dentro do ramo imobiliário. Ambos afetam o setor e, atualmente, seguem mantendo aumento nos seus valores, com percentuais acima ao período que antecedeu a pandemia. 

 

Com isso, estima-se um movimento de estabilidade com relação às vendas e uma aceleração de preços no mercado de locação de imóveis. A variação do índice de locação deve ultrapassar a variação de preço para o mercado de compra e venda de imóveis.

 

Se em 2020 e 2021 o mercado imobiliário bateu recordes, especialmente com relação ao aumento na contratação de financiamento e no lançamento de novos empreendimentos pelas construtoras, o ano de 2022 segue apontando no sentido do crescimento.

 

Embora siga com números positivos, especula-se que o crescimento deste período não ultrapasse os recordes dos anos anteriores. 

 

Apesar disso, o momento ainda é muito favorável para quem está pensando em investir na aquisição de imóveis, seja como forma de investimento ou com outros objetivos. O mercado imobiliário segue aquecido e com ótimas perspectivas para os investidores.

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